terça-feira, 2 de junho de 2009

Nem tudo o que parece é. Mas, pode te irritar.


Sábado é sempre dia de colocar a casa em ordem, não só a casa, mas a gente mesmo. Já passavam das 10h quando comentei com uma amiga que iria até o Center Norte olhar uns móveis. Tenho um ano de casada e até hoje não terminei a decoração. Enquanto meu marido sonhava na cama, eu já tinha praticamente, em mãos, toda programação do meu sábado. Queria comprar presentes para os novos integrantes da minha família e da família de minhas amigas. A idéia seria entregar cada pacote ao seu destino no próximo feriado prolongado.

Tudo caminhava bem. Apesar do frio e da fome, outra coisa me acompanhava. Já é de praxe e pode até mesmo soar como clichê, mas “é sempre a mesma coisa, é sempre tudo igual”. Já estava pronta quando o Maurício acordou e disse que me acompanharia. De início achei ótimo, mas depois achei melhor ele ficar em casa, cuidando das coisas dele. A certa altura já comecei a imaginar que seria uma tarde de muitas emoções, descobri, como num passe de mágica, que estava com visitas. Sim, ela mesma, a assombrosa TPM. Aquela companhia agradabilíssima, que você sente a necessidade de quebrar alguém ao meio, também, como num passe de mágica.

Parece piada, mas não é. Todo mês são os mesmos “sintomas”, sim, sintomas, porque acredito que seja uma doença. A doença da loucura. Como pode?!?! A mesma mulher que há dias estava fazendo o prato preferido do marido, de repente responde ao mesmo: come o que tiver na geladeira, não descongelei a carne e não deu tempo de fazer nada. Sendo que, em outras “épocas”, você até colocaria a carne no microondas para descongelar. Isso não é doença? Impossível. É quase alguém bipolar. Irritabilidade e impaciência são as principais características e até mesmo as primeiras a surgirem.

Peguei o carro e fui para a 25 de março, mudei a rota. Um aglomerado de gente, empurra-empurra, gritaria, pessoas correndo de um lado para o outro e eu, ali, saindo do estacionamento, sem saber onde colocar o comprovante que seria pago mais tarde. Respirei fundo e desci a ladeira, confiante de que encontraria tudo e todas as coisas que precisava. Os móveis ficariam para o Center Norte, mas ainda era 12h30 e o sábado de compras estava apenas começando.

Olhei, olhei, entrei nas lojas, saí, perguntei preço, mas nada estava bonito, nem barato e muito menos daria para colocar no carro. Vasos de flores, quadros, bugigangas que sem a TPM teriam lugar certo em cada canto da casa. Respirei mais uma vez e continuei olhando, mas percebi que a impaciência estava ali, de mãos dadas comigo no meio daquele povo todo. Eu até achei que gostasse daquilo, da muvuca, mas por um instante, o que queria mesmo era estar em casa, embaixo do meu edredon, com meu marido, comendo uma caixa de chocolate. Nesses casos, até dispensaria o marido. O bom é que lá em casa temos dois aparelhos de tv.

Só que não era possível. Eu estava exatamente no meio da Ladeira Porto Geral, na porta da Estação São Bento do metrô. Resumindo para quem não conhece: um lugar impossível de simplesmente “SAIR”. Terminei de descer a ladeira e até dei uma olhada nas vitrines, mas não arrisquei entrar nas lojas. Se a vendedora falasse “Boa tarde”, eu responderia: “O que tem de bom”. Resolvi, então, agir com racionalidade. Achei no meio da bagunça da minha bolsa o ticket e paguei o estacionamento. Impressionante como a bolsa de uma mulher é uma bagunça. Peguei o carro – sem NENHUMA sacola, NENHUM brinco de R$ 1 – e fui embora. O trânsito estava um saco.

Cheguei em casa, coloquei meu pijama, deitei na minha caminha fofa e fiquei lá, assistindo a 3ª temporada de Sexy and the City ao lado da minha caixa de bombom. Maurício ficou na sala vendo o jogo e seus filmes. Em pouco tempo estava um silêncio, provavelmente já estava sonhando com minhas compras ao lado da Carrie Bradshaw.

“Aff, to uma bola....e de dieta, mas só semana que vem”.


A história é real, mas os nomes foram trocados para preservar a identidade da companheira. Escreva para nós e conte a sua também.

Equipe Blog da TPM

2 comentários:

  1. Nossa...que coisa, parece que foi comigo! Hahahahaha. Beijos pras Biancas!

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  2. 3º Com. a pedido da Bianca. eheheh...4 de junho de 2009 às 10:25

    Numa saída dessas pela 25 de março em SP. Os paulistanos que mudem suas estratégias e se cuidem eheheh... Saai daa freente...

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